O pintor espanhol que viveu a maior parte de sua vida em Paris, é considerado um dos maiores gênios da pintura universal e foi um dos fundadores do Cubismo. Sua obra é dividida em diversas fases e sua vida pessoal foi bastante agitada e apaixonada. O paradoxo na frase citada acima nos surpreende e faz pensar. Evidentemente, ele não estava falando do corpo. Esse envelhece implacavelmente desde o momento do nascimento. Talvez estivesse falando de costumes e moral, mas sua vida em nenhum momento parece ter estado submetida a padrões convencionais. Minha intuição me sugere que ele estivesse refletindo mais sobre o próprio processo criativo e o seu desejo de realizar um trabalho original e inovador. Pode ser! Se alguém souber algo mais sobre isso, compartilhe nos comentários, por gentileza.
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Aninha
Era uma moça bonita, simpática, carinhosa, inteligente, que todos amavam à primeira vista.
Bem sucedida no trabalho e no amor, o que a levaria a procurar a análise?
Aninha, que era gentil demais, meiga e doce demais, de repente passou a sentir-se insatisfeita, angustiada, nervosa, querendo mudar a sua vida. Mas com um complicador, quase impeditivo: ela não queria perder nada que tinha. Queria manter a sua imagem, a admiração da família e dos amigos e, principalmente, não queria perder o seu amor, com quem dividia a vida desde o começo da adolescência. Como seria possível se ela havia se dado conta que seu corpo jovem, sua vida de adulta, recém-iniciada, carregava a idade da sua mãe, do seu pai, da sua avó. Percebeu que chegara àquele estágio sem viver o que desejava, sem experimentar o que se apresentava no 'seu' tempo, no seu corpo e que sempre fizera as escolhas que eram esperadas pelos que ela amava e lhe eram caros. Foi esse insight, acontecido após uma vivência inédita para ela, que a perturbou e levou a me procurar. O trabalho de Aninha na análise seria tornar-se jovem, viver ao seu modo, diferenciar-se do modelo tão bem aprendido e recolocar-se no 'seu' mundo. Não é uma tarefa fácil. Inclui riscos, pode ser doloroso. Nunca é simples fazer análise. Articular possibilidades, fantasias, projetos, tendo como âncora o desejo, exige coragem e atitude, poesia e criação.
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